É tudo uma questão de perspectiva, de como o quadro da vida
é interpretado. Tudo como nada e vice versa, dependendo de suas expectativas.
É até uma questão dos olhos, como se pudéssemos troca-los em
cada fase do caminho para enxergar cada coisa como manda a nossa razão, como se
pudéssemos encanta-los com um colírio manipulado; ou se o ditado se fizesse
verdade, e ao fechar das pálpebras o coração descansasse em paz.
É como ouvir a trilha sonora perfeita, em um filme que não
lhe agrada, a desilusão de alcançar as nuvens e perceber que no final é apenas
algodão. É o tal do platônico apresentando cpf e rg, a pequena rachadura na
estátua de Afrodite; é o bom se tornando apenas suficiente.
É aquele velho e eterno paradoxo de querer o que não se tem,
e ter o que não se quer.
Perfeito!
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